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Peregrino... Mas às vezes me perco.
Encontro... Mas às vezes sou ermo
Me diluo em paisagens e me fundo
E sou o todo sou o dia sou o mundo.
Mas às vezes retorno sozinho
Que minha alma fica pelos caminhos
E meu corpo bastião mudo
Castelo de silvos e ventos
E nem o fantasma do pai de Hamlet
A vagar pelas ameias...
Mas o dia recomeça agora
E sua claridade me permeia
E permito que o tempo líquido da luz
Banhando todas as salas
Queime o bolor de tantas memórias
E liberte meu espírito agora
Dessa hora densa que me cala
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30 de setembro de 2018.