as pedraS . . .

olhos de ameixas maduras fendidos ao Tudo.

bebia café pelas orelhas hirtas
e propunha novas tramas com novelo de lã:
destecia o destino,
emaranhava o futuro.
o presente era malha vazada
à luz de possibilidades.

sabia da preguiça por herança.

seu pai fora mestre de obras:
construía alamedas de telhas,
ensinava passarinho a morar melhor



PELÍCULA

sapo novo com'estrelas no lago.
seu mergulho cadente
na orquestra cintilante
repente
na harmonia celestial.

sapo velho masca goma do tempo
estourando bolas de acaso
onde não momentos.

ninguém disse que estrelas são vagalumes mortos.

um peixe belisca a tez do céu

o maestro de mármore ondula